Neurônio adrenérgico
Neurônios adrenérgicos são neurônios que usam noradrenalina ou adrenalina como mensageiros químicos. No encéfalo formam pequenos grupos no tronco encefálico; na periferia, a maioria das fibras simpáticas pós-ganglionares é noradrenérgica.
Onde fica
No encéfalo, os neurônios noradrenérgicos concentram-se no locus cerúleo, na ponte, e em grupos do bulbo e da ponte que enviam axônios muito ramificados para o córtex cerebral, o hipocampo, o cerebelo, o hipotálamo e a medula espinal. Neurônios que sintetizam adrenalina, em menor número, ficam no bulbo e se projetam para o hipotálamo, para centros do tronco encefálico e para a medula espinal.
Fora do sistema nervoso central, os corpos celulares dos neurônios noradrenérgicos estão nos gânglios simpáticos paravertebrais e pré-vertebrais, de onde partem fibras para vasos sanguíneos, coração, vísceras e glândulas. A medula da glândula suprarrenal contém células de origem semelhante, que liberam adrenalina na circulação.
Para que serve
No encéfalo, o sistema noradrenérgico participa da regulação do estado de alerta, da atenção, do ciclo sono-vigília e da resposta ao estresse. A disseminação de seus axônios permite que um pequeno número de neurônios modifique a excitabilidade de extensas regiões ao mesmo tempo. Na periferia, a noradrenalina liberada pelas fibras simpáticas atua em receptores adrenérgicos e contribui para o aumento da frequência cardíaca, para a contração ou o relaxamento da musculatura de vasos e brônquios e para a mobilização de energia. A ação depende do tipo de receptor presente em cada tecido.
Na prática clínica
- Medicamentos que modificam a disponibilidade de noradrenalina ou bloqueiam seus receptores são usados em áreas como cardiologia e psiquiatria, o que ilustra a ampla influência desse sistema.
- A perda de neurônios do locus cerúleo é descrita em estudos de doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer, embora seu significado clínico ainda seja investigado.
- Alterações do tônus simpático podem aparecer em quadros de disautonomia, avaliados por história clínica e testes específicos.
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