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Glomo timpânico

O glomo timpânico é um pequeno agrupamento de tecido paraganglionar na mucosa da orelha média, junto ao ramo timpânico do nervo glossofaríngeo. Em geral passa despercebido, e ganha importância quando dá origem a tumores.

  • Inglês: Glomus Tympanicum
  • Também chamado de: glomus timpânico, paragânglio timpânico
  • Sistema nervoso
Ilustração desta estrutura em preparação.

Onde fica

O glomo timpânico (ou paragânglio timpânico) fica na mucosa que reveste o promontório da orelha média, a saliência da parede medial que corresponde à volta basal da cóclea. Acompanha o ramo timpânico do nervo glossofaríngeo, o nervo de Jacobson, e os vasos que o cercam.

Histologicamente, é formado por pequenos ninhos de células do tipo principal, com grânulos de neurotransmissores, circundados por células de sustentação e por muitos capilares. Existem vários desses agrupamentos, de tamanho microscópico, em cada orelha. Está muito próximo do glomo jugular, que fica no bulbo da veia jugular, logo abaixo do assoalho da orelha média.

Para que serve

O glomo timpânico pertence ao sistema dos paragânglios não cromafínicos, que inclui os corpos carotídeo e aórtico. Por sua estrutura e pela inervação do nervo glossofaríngeo, é considerado um possível quimiorreceptor, mas o papel fisiológico em seres humanos é pouco conhecido e não parece ter a mesma importância do glomo carótico.

A relevância do glomo timpânico é sobretudo clínica e anatômica: por ficar na parede da orelha média, explica o aspecto e os sintomas dos tumores que nascem dele e a relação deles com a membrana timpânica, os ossículos e a cóclea.

Na prática clínica

  • O paraganglioma timpânico é um tumor raro, em geral benigno e de crescimento lento, que costuma causar zumbido pulsátil e perda auditiva condutiva; à otoscopia, aparece como massa avermelhada atrás da membrana timpânica.
  • O diagnóstico é investigado com tomografia e ressonância magnética, que mostram a relação da lesão com a orelha média, o osso temporal e o bulbo da jugular.
  • Esses tumores ocasionalmente se associam a variantes genéticas hereditárias, por isso a história familiar pode ser considerada na avaliação.

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Nesta região

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