Giro para-hipocampal
O giro para-hipocampal é a circunvolução da face medial e inferior do lobo temporal, entre o sulco do hipocampo e o sulco colateral, que se continua com o hipocampo e leva informações do neocórtex para ele.

Onde fica
Fica na face inferomedial do lobo temporal, limitado medialmente pelo sulco do hipocampo, que o separa do hipocampo e do subículo, e lateralmente pelo sulco colateral. Na frente, curva-se sobre si mesmo e forma o úncus, projeção em forma de gancho; atrás, continua-se com o giro lingual e se une ao giro do cíngulo, por meio do istmo.
Sua parte anterior corresponde ao córtex entorrinal, e a posterior, ao córtex para-hipocampal propriamente dito. Faz parte do lobo límbico, grupo de giros que circundam o corpo caloso.
Para que serve
É a principal via de comunicação entre o hipocampo e o neocórtex. Recebe informações de áreas de associação visuais, auditivas, parietais e pré-frontais, em geral por meio do córtex perirrinal e do entorrinal, e as encaminha ao hipocampo; a saída do hipocampo faz o caminho inverso.
Estudos de imagem funcional mostram que a porção posterior responde à visão de cenas e de lugares, e participa da orientação espacial e do reconhecimento de contextos.
Na prática clínica
- A hérnia do úncus, parte anterior do giro, ocorre quando o aumento da pressão em um dos lados do crânio desloca essa porção do lobo temporal sobre a borda do tentório, comprimindo o mesencéfalo.
- A atrofia da região medial do lobo temporal, incluindo o giro, é avaliada na ressonância magnética de pessoas com queixas de memória.
- Na epilepsia do lobo temporal mesial, o giro e o hipocampo costumam estar envolvidos.
Estruturas relacionadas
Partes e subdivisões

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