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Nervo oculomotor

O nervo oculomotor é o terceiro nervo craniano. Move o olho para cima, para baixo e para dentro, levanta a pálpebra superior e, por fibras parassimpáticas, contrai a pupila e ajusta o foco.

  • Inglês: Oculomotor Nerve
  • Também chamado de: nervo craniano III, terceiro nervo craniano
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Nervo oculomotor (Oculomotor Nerve)
Nervo oculomotor. Rótulos em inglês. Imagem: Romano, N., Federici, M. & Castaldi, A., CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O nervo oculomotor nasce no mesencéfalo, em núcleos situados na altura dos colículos superiores, e emerge na face anterior do tronco encefálico, entre os pedúnculos cerebrais. Passa entre as artérias cerebral posterior e cerebelar superior, segue pela parede lateral do seio cavernoso e entra na órbita pela fissura orbital superior. Ali se divide em um ramo superior e um inferior.

O ramo superior vai ao músculo reto superior e ao levantador da pálpebra superior. O inferior vai aos músculos reto medial, reto inferior e oblíquo inferior e envia fibras parassimpáticas ao gânglio ciliar, de onde partem pequenos nervos para o interior do olho.

Para que serve

É o principal nervo da movimentação ocular: dos seis músculos que movem cada olho, comanda quatro (reto superior, reto inferior, reto medial e oblíquo inferior), além do levantador da pálpebra, que mantém o olho aberto. Em conjunto, esses músculos permitem olhar para cima, para baixo e para o nariz, e coordenam os dois olhos para que enxerguem uma imagem única.

Sua parte parassimpática, que nasce no núcleo de Edinger-Westphal, contrai o músculo esfíncter da pupila, o que reduz o diâmetro da pupila com luz forte, e o músculo ciliar, que arredonda o cristalino e permite focar objetos próximos.

Na prática clínica

  • Na paralisia do oculomotor, a pálpebra superior cai (ptose) e o olho fica desviado para baixo e para fora, com visão dupla; a pupila pode estar dilatada e sem resposta à luz.
  • Compressões por aneurisma próximo ao polígono de Willis ou por herniação do encéfalo tendem a afetar a pupila, enquanto causas por baixa irrigação do nervo, como no diabetes, costumam poupá-la; esse padrão ajuda a orientar a investigação.
  • A pupila e os movimentos oculares fazem parte do exame neurológico básico, e alterações novas, em especial com dor de cabeça intensa ou rebaixamento da consciência, podem indicar necessidade de avaliação médica.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.