Célula satélite glial
A célula satélite glial é uma célula de suporte que envolve os corpos dos neurônios nos gânglios sensitivos e autonômicos. Regula o ambiente químico ao redor do neurônio e participa da resposta à lesão.

Onde fica
Encontra-se nos gânglios do sistema nervoso periférico, como os gânglios espinhais, cranianos, simpáticos e parassimpáticos. Em cada gânglio sensitivo, uma camada de células achatadas circunda o corpo de cada neurônio, formando uma bainha que separa um neurônio do vizinho. Esse conjunto fica dentro de uma cápsula de tecido conjuntivo.
Provêm da crista neural, como as células de Schwann, e são consideradas o equivalente periférico dos astrócitos. Entre elas há junções comunicantes, que as ligam em rede.
Para que serve
As células satélites controlam o meio químico em torno do neurônio: captam neurotransmissores e íons, como o potássio extracelular, e fornecem suporte metabólico. A bainha que formam também limita a troca de substâncias entre o sangue e o neurônio, ainda que os vasos dos gânglios sejam permeáveis.
Quando o neurônio é lesado ou inflamado, as células satélites se alteram, aumentam a expressão de certas proteínas e podem liberar mediadores que modificam a excitabilidade neuronal. Pesquisas mostram que essa resposta contribui para a sensibilização na dor persistente, e a pesquisa sobre o assunto continua.
Na prática clínica
- A dor neuropática e a dor crônica vêm sendo estudadas como condições em que as células satélites dos gânglios sensitivos participam da excitabilidade aumentada dos neurônios.
- Vírus que permanecem latentes em gânglios sensitivos, como o herpes-zóster, convivem com neurônios envolvidos por essas células, que também podem participar da resposta imunológica local.
- Em lâminas coradas do gânglio, os núcleos pequenos e escuros em torno dos neurônios grandes correspondem a essas células.
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