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Pia-máter

A pia-máter é a camada mais interna das meninges, uma membrana muito fina que adere à superfície do encéfalo e da medula espinal, acompanhando giros e sulcos. Sustenta os vasos que penetram o tecido nervoso.

Ilustração anatômica: Pia-máter (Pia Mater)
Pia-máter. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

A pia-máter reveste diretamente o tecido nervoso e, ao contrário da aracnoide, acompanha cada giro e cada sulco do encéfalo, além da superfície da medula espinal. É uma lâmina de células achatadas, apoiada em uma camada de prolongamentos de astrócitos. Os vasos que penetram no encéfalo levam consigo um manguito de pia, que forma espaços perivasculares.

Na medula espinal, a pia envia de cada lado uma série de extensões em forma de dentes, os ligamentos denticulados, que a prendem à dura-máter. Abaixo do cone medular, continua como o filamento terminal, que ancora a extremidade da medula na região do cóccix. Nos ventrículos, a pia, junto ao epêndima, forma a tela corioide.

Para que serve

A pia-máter sustenta a superfície do tecido nervoso e acompanha os vasos que o nutrem. Os vasos cruzam o espaço subaracnóideo antes de entrar no encéfalo, e a pia os acompanha por um trecho, o que contribui para separar o espaço do líquor do tecido nervoso. Em conjunto com a camada de astrócitos subjacente, limita a superfície do sistema nervoso central.

Os ligamentos denticulados e o filamento terminal mantêm a medula espinal em posição dentro do canal. No teto dos ventrículos, a pia participa da tela corioide, de onde se originam os plexos corioides, que produzem líquor. Aracnoide e pia juntas são chamadas de leptomeninges.

Na prática clínica

  • A meningite, na maior parte das vezes, é uma inflamação da pia-máter e da aracnoide, as leptomeninges, e o diagnóstico inclui a análise do líquor.
  • Células de alguns cânceres podem se espalhar pelo líquor e aderir à superfície do sistema nervoso, a carcinomatose leptomeníngea, que aparece como realce das meninges na ressonância com contraste.
  • O filamento terminal espessado ou curto é uma das causas descritas da síndrome da medula presa, em que a medula fica tracionada, e a ressonância avalia a posição do cone medular.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.