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Neurônio espinhoso médio

O neurônio espinhoso médio é o tipo de neurônio gabaérgico de projeção que constitui a grande maioria das células do corpo estriado. Tem dendritos densamente recobertos por espinhas e envia axônios para outros núcleos da base.

  • Inglês: Medium Spiny Neurons
  • Também chamado de: neurônio espinhoso de tamanho médio
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Neurônio espinhoso médio (Medium Spiny Neurons)
Neurônio espinhoso médio. Rótulos em inglês. Imagem: ZubeydeBayram-WestonElliottOlsenDavid J.HarrisonStephen B.DunnettSimon P.Brooks, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Localiza-se no corpo estriado, que reúne o núcleo caudado, o putame e o estriado ventral. Constitui a grande maioria dos neurônios dessa região, em proporção que varia conforme a espécie estudada, e os demais são interneurônios. Tem corpo de tamanho médio, com diâmetro de cerca de uma a duas dezenas de micrômetros, e dendritos que se ramificam em todas as direções, cobertos por muitas espinhas dendríticas.

Distribuem-se em duas grandes populações, que enviam axônios ao globo pálido e à substância negra. Uma delas contém sobretudo receptores de dopamina do tipo D1 e a outra, receptores do tipo D2, o que permite que a dopamina module de modo distinto cada via.

Para que serve

Esses neurônios recebem informações excitatórias do córtex cerebral e do tálamo e informação modulatória dos neurônios dopaminérgicos da substância negra. Integram esses sinais e liberam GABA sobre os núcleos de saída dos núcleos da base. Pelo modelo clássico, a via que expressa receptores D1 facilita o movimento, enquanto a via com receptores D2 o inibe; o equilíbrio entre as duas contribui para selecionar movimentos desejados e suprimir os indesejados. O estriado também participa de aprendizado de hábitos e de processos de motivação, nos quais essas células têm papel central.

Na prática clínica

  • Na doença de Huntington, de origem genética, os neurônios espinhosos médios estão entre os primeiros a degenerar, o que explica a atrofia do caudado e do putame descrita nos exames de imagem.
  • Na doença de Parkinson, a perda da dopamina altera o equilíbrio entre as duas populações dessas células e contribui para os sintomas motores.
  • Por serem sensíveis a alterações do metabolismo, essas células são estudadas em pesquisas sobre vulnerabilidade seletiva em doenças neurodegenerativas.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.