Córtex entorrinal
O córtex entorrinal ocupa a parte anterior do giro para-hipocampal e é a principal ligação entre o neocórtex e o hipocampo, por onde passa a maior parte da informação que entra e sai dessa região da memória.

Onde fica
Corresponde à área 28 de Brodmann e ocupa a porção anterior do giro para-hipocampal, na face medial do lobo temporal, ao lado do córtex perirrinal e logo atrás do córtex periamigdaloide. Na superfície, produz pequenas elevações, as verrugas do giro para-hipocampal.
Tem camadas que se distinguem das do neocórtex: a camada II tem agrupamentos de células estreladas, e a camada IV é pobre em células, a chamada lâmina dissecante. Suas camadas superficiais são o ponto de partida da via perfurante, e as profundas, a de chegada das saídas do hipocampo.
Para que serve
As camadas II e III enviam fibras pela via perfurante ao giro denteado, à CA3 e à CA1, e ao subículo. Os sinais que saem do hipocampo voltam às camadas profundas e são distribuídos ao neocórtex, o que permite a consolidação de memórias de longo prazo.
Em roedores, foram descritas ali as células de grade, que se ativam em padrão regular conforme a posição do animal, e há indícios de atividade semelhante em humanos. Recebe também aferências olfatórias e participa da memória e da navegação espacial.
Na prática clínica
- As alterações neurofibrilares da doença de Alzheimer começam no córtex entorrinal, e a atrofia dessa região está entre os sinais iniciais descritos em exames de imagem.
- Na epilepsia do lobo temporal, o córtex entorrinal participa da propagação de crises entre o hipocampo e outras áreas.
- Lesões da região medial do lobo temporal prejudicam a formação de memórias novas, com preservação relativa de lembranças antigas.
Estruturas relacionadas
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