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Corno posterior da medula espinal

O corno posterior da medula espinal é a porção dorsal da substância cinzenta da medula, na forma de uma coluna que recebe as fibras sensitivas da raiz posterior. É a primeira estação de processamento da sensibilidade.

  • Inglês: Spinal Cord Dorsal Horn
  • Também chamado de: corno dorsal da medula espinal, corno posterior
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Corno posterior da medula espinal (Spinal Cord Dorsal Horn)
Corno posterior da medula espinal. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Na secção transversal da medula, a substância cinzenta tem formato de H ou de borboleta. Os dois braços dorsais formam os cornos posteriores, que se projetam em direção à superfície posterior da medula e são mais finos que os anteriores. Em seu vértice estão a zona marginal e a substância gelatinosa, ricas em pequenos neurônios.

Mais profundamente fica o núcleo próprio, e, na base do corno, o núcleo torácico (de Clarke) em níveis torácicos e lombares altos. A raiz posterior, que traz as fibras sensitivas do gânglio espinhal, entra pela parte dorsal do corno.

Para que serve

O corno posterior recebe as informações sensitivas do corpo que chegam pelas raízes posteriores, como dor, temperatura, tato e posição. As fibras finas, de dor e de temperatura, terminam sobretudo nas camadas mais superficiais; as mais grossas, de tato e posição, em camadas mais profundas ou seguem direto para o encéfalo pelas colunas posteriores.

Além de relé, o corno posterior modula o sinal. Interneurônios podem aumentar ou diminuir a transmissão da dor antes que ela suba ao cérebro, e fibras que descem do tronco encefálico também atuam nessa regulação. A partir dele nascem vias ascendentes, como o trato espinotalâmico, e conexões com o corno anterior para reflexos.

Na prática clínica

  • A teoria das comportas da dor, proposta em 1965, descreve como a atividade de fibras tácteis pode reduzir a transmissão da dor no corno posterior e é uma das bases do estudo da modulação da dor.
  • Em algumas doenças, como a tabes dorsal e a siringomielia, as fibras sensitivas que entram na medula ou nela cruzam são afetadas, o que causa alterações de sensibilidade em distribuição característica.
  • O herpes-zóster atinge gânglios sensitivos e fibras que chegam ao corno posterior, o que ajuda a entender a dor em faixa segmentar que acompanha essa infecção.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Substância gelatinosaParte de Corno posterior da medula espinal

Nesta região

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.