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Doctor System Atlas

Emaranhado neurofibrilar

O emaranhado neurofibrilar é um achado histológico formado por filamentos da proteína tau acumulada no interior de neurônios. É um dos achados microscópicos característicos da doença de Alzheimer e de outras tauopatias.

  • Inglês: Neurofibrillary Tangles
  • Também chamado de: novelo neurofibrilar
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Emaranhado neurofibrilar (Neurofibrillary Tangles)
Emaranhado neurofibrilar. Rótulos em inglês. Imagem: ADEAR: "Alzheimer's Disease Education and Referral Center, a service of the National Institute on Aging.", Domínio público, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os emaranhados formam-se no citoplasma de neurônios, sobretudo de células piramidais, onde os filamentos agregados ocupam o corpo celular e se estendem aos dendritos. Observam-se por colorações de prata ou por marcação com anticorpos contra tau modificada por excesso de fosfato. Na doença de Alzheimer, a distribuição segue um padrão descrito em estágios: aparecem primeiro no córtex entorrinal, adjacente ao hipocampo, depois no hipocampo e em áreas de associação do córtex cerebral e, em fases mais avançadas, em áreas sensoriais e motoras.

Também ocorrem, com distribuição diferente, em outras doenças, como a paralisia supranuclear progressiva e a encefalopatia associada a traumatismos repetidos.

Para que serve

Não é uma estrutura normal, e sim um produto de alteração da tau. Em condições normais, a tau liga-se aos microtúbulos do axônio e ajuda a estabilizá-los, o que mantém o transporte de substâncias ao longo da célula. Quando a tau fica modificada por excesso de fosfato, solta-se dos microtúbulos e se agrega em filamentos helicoidais pareados. Acredita-se que isso prejudique o transporte e o funcionamento da sinapse e acompanhe a morte do neurônio. A extensão dos emaranhados no encéfalo se correlaciona, em estudos, com a gravidade do declínio cognitivo mais do que os depósitos de beta-amiloide.

Na prática clínica

  • Na avaliação do tecido encefálico após o óbito, a distribuição dos emaranhados é usada para classificar o estágio da doença de Alzheimer e distinguir tauopatias.
  • Em pessoas vivas, a tau pode ser estudada por exames de imagem molecular e por dosagens em líquido cerebrospinal ou sangue, em contexto de pesquisa e de diagnóstico especializado.
  • A presença de emaranhados em pequena quantidade pode ocorrer no envelhecimento, sem demência, o que mostra que sua interpretação depende da extensão e da região.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Neurônio adrenérgicoSistema nervoso
Neurônio colinérgicoSistema nervoso
DendritoSistema nervoso
Neurônio gabaérgicoSistema nervoso
InterneurônioSistema nervoso
Fibra nervosaSistema nervoso
Neurônio aferenteSistema nervoso

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.