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Espinha dendrítica

Espinhas dendríticas são pequenas projeções da membrana dos dendritos, com cabeça e colo estreito, que recebem a maior parte das sinapses excitatórias em muitos neurônios, como as células piramidais do córtex cerebral e do hipocampo.

Ilustração anatômica: Espinha dendrítica (Dendritic Spines)
Espinha dendrítica. Rótulos em inglês. Imagem: explorebiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Aparecem ao longo da superfície dos dendritos de neurônios como as células piramidais do córtex e do hipocampo, as células de Purkinje do cerebelo e os neurônios espinhosos médios do corpo estriado. Medem em geral alguns décimos de micrômetro a poucos micrômetros e têm formas variadas, descritas como finas, em cogumelo ou atarracadas. Sua densidade varia conforme o tipo de neurônio e a região do dendrito.

A cabeça da espinha abriga a densidade pós-sináptica, com receptores de glutamato, enquanto o colo estreito a conecta ao eixo do dendrito. O interior contém principalmente filamentos de actina e, em algumas espinhas, um retículo especializado.

Para que serve

Cada espinha costuma receber uma sinapse excitatória, e o colo estreito restringe a difusão de íons e moléculas, o que isola quimicamente o compartimento da sinapse. Assim, o cálcio que entra durante a atividade sináptica fica concentrado e dispara processos locais ligados à plasticidade. O aumento ou a redução da força de uma sinapse acompanha mudanças no tamanho e na forma da espinha, e novas espinhas podem surgir ou desaparecer com a experiência. Essa dinâmica é considerada um dos substratos estruturais da aprendizagem e da memória, além de ampliar a área disponível para receber contatos.

Na prática clínica

  • Alterações no número e na forma das espinhas dendríticas são descritas em estudos de tecido de pessoas com deficiência intelectual, em modelos de doenças neurodegenerativas e em transtornos do neurodesenvolvimento.
  • Na doença de Alzheimer, a perda de sinapses e de espinhas é um achado que se correlaciona, em estudos, com o declínio cognitivo.
  • O estudo das espinhas depende de técnicas de microscopia, e não faz parte de exames de rotina.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Cone de crescimentoSistema nervoso

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.