Célula horizontal da retina
A célula horizontal da retina é um interneurônio inibitório que se estende lateralmente na camada plexiforme externa, ligando fotorreceptores vizinhos. Contribui para o contraste visual e para o ajuste da retina à luminosidade.

Onde fica
Os corpos celulares ficam na parte mais externa da camada nuclear interna da retina, e seus prolongamentos espalham-se lateralmente na camada plexiforme externa, onde fazem contato com os terminais dos cones e dos bastonetes, e também com dendritos das células bipolares. No ser humano, descrevem-se dois ou três tipos, com diferentes extensões, que se associam de modo distinto aos cones sensíveis a faixas de comprimento de onda diversas. Os prolongamentos de células vizinhas se comunicam por junções comunicantes, o que permite que sinais de uma região se espalhem por uma área ampla.
Para que serve
Recebem glutamato dos fotorreceptores e devolvem a eles e às células bipolares um sinal inibitório, cujo mecanismo, que inclui o GABA, ainda é debatido. Esse mecanismo cria o campo receptivo de organização centro-periferia nas células bipolares e ganglionares, que responde mais a diferenças de luminosidade entre uma região e a vizinha do que à intensidade absoluta da luz, e assim realça bordas e contrastes. A atividade média da vizinhança ajuda também a regular o ganho dos fotorreceptores sob diferentes intensidades de luz. As células horizontais ligadas aos cones contribuem ainda para comparar sinais de cores diferentes.
Na prática clínica
- Como os demais neurônios da retina interna, as células horizontais podem ser comprometidas em doenças degenerativas da retina, em que a organização das camadas se altera.
- A camada onde se situam é visualizada em cortes de tomografia de coerência óptica, mas sem distinção do tipo celular.
- Seu estudo ajuda a explicar fenômenos da percepção visual, como a constância de cor e o contraste simultâneo.
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