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Doctor System Atlas

Sistema nervoso parassimpático

O sistema nervoso parassimpático é a divisão do sistema autônomo ligada ao repouso, à digestão e à economia de energia. Suas fibras saem do tronco encefálico e da parte sacral da medula espinal.

Ilustração anatômica: Sistema nervoso parassimpático (Parasympathetic Nervous System)
Sistema nervoso parassimpático. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

A origem é craniossacral. No tronco encefálico, núcleos dão origem a fibras que seguem pelos nervos oculomotor, facial, glossofaríngeo e vago. Na medula espinal, neurônios dos segmentos sacrais S2 a S4 formam os nervos esplâncnicos pélvicos. Na cabeça, as fibras fazem relé nos gânglios ciliar, pterigopalatino, submandibular e ótico, próximos de seus alvos.

Nos demais segmentos, as fibras fazem sinapse em gânglios muito próximos ou dentro da parede dos órgãos, o que torna as fibras pós-ganglionares curtas. O vago leva a maior parte das fibras para o tórax e o abdome, até aproximadamente o cólon transverso; os nervos sacrais atendem a parte final do cólon, o reto, a bexiga e os órgãos genitais.

Para que serve

A parte parassimpática predomina quando o corpo está em repouso. No olho, contrai a pupila e favorece a visão de perto; nas glândulas da cabeça, aumenta a produção de lágrima e de saliva. No coração, reduz a frequência dos batimentos; nos brônquios, diminui o calibre e aumenta as secreções. No sistema digestório, estimula a movimentação do estômago e do intestino e a liberação de sucos digestivos. Nos órgãos da pelve, contrai a musculatura da bexiga para o esvaziamento e promove a dilatação dos vasos que levam à ereção.

A maior parte dos vasos sanguíneos, das glândulas sudoríparas e das glândulas suprarrenais não recebe inervação parassimpática.

Na prática clínica

  • Medicamentos anticolinérgicos, que bloqueiam a acetilcolina, podem causar boca seca, pupilas dilatadas, visão borrada, prisão de ventre e dificuldade para urinar, o que ilustra as funções dessa divisão.
  • Lesões da região sacral da medula, das raízes sacrais ou da cauda equina podem comprometer o esvaziamento da bexiga e do intestino e a função sexual, por afetarem as fibras parassimpáticas pélvicas.
  • A variação da frequência cardíaca com a respiração é um sinal indireto da atividade parassimpática e entra em testes de função autonômica, usados na investigação de neuropatias e de síncopes.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.