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Doctor System Atlas

Terminal pré-sináptico

O terminal pré-sináptico é a extremidade dilatada de um axônio, onde o neurônio libera neurotransmissores sobre outra célula. Contém vesículas, mitocôndrias e a maquinaria de liberação, e define o lado emissor da sinapse.

  • Inglês: Presynaptic Terminals
  • Também chamado de: botão sináptico, terminal axonal
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Terminal pré-sináptico (Presynaptic Terminals)
Terminal pré-sináptico. Rótulos em inglês. Imagem: Young, KA., Wise, JA., DeSaix, P., Kruse, DH., Poe, B., Johnson, E., Johnson, JE., Korol, O., Betts, JG., & Womble, M., CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

O terminal pré-sináptico está na ponta dos ramos de um axônio, em geral como uma dilatação chamada botão sináptico, e fica muito próximo da célula-alvo, que pode ser outro neurônio, uma fibra muscular ou uma célula glandular. Entre eles existe a fenda sináptica, de dezenas de nanômetros.

O interior do terminal é rico em mitocôndrias e em vesículas sinápticas, algumas ancoradas perto da membrana, em regiões chamadas zonas ativas, onde há canais de cálcio dependentes de voltagem. Um mesmo axônio costuma formar muitos terminais, em um só alvo ou em vários, e os terminais podem receber contatos de outros neurônios, que modulam a liberação.

Para que serve

Quando um potencial de ação chega ao terminal, a despolarização abre canais de cálcio e o cálcio entra rapidamente. O aumento local de cálcio faz as vesículas ancoradas se fundirem com a membrana, liberando o neurotransmissor na fenda, onde ele se liga a receptores da célula seguinte.

Depois, o neurotransmissor é removido por recaptação ou por degradação enzimática e as vesículas são recicladas dentro do terminal, o que mantém a transmissão com impulsos repetidos. O terminal ainda possui receptores próprios, que ajustam a quantidade liberada. A intensidade do sinal depende do número de vesículas liberadas, da frequência de impulsos e dessas modulações.

Na prática clínica

  • Toxinas e medicamentos que atuam no terminal alteram a transmissão: a toxina botulínica impede a liberação de acetilcolina e causa paralisia, e outras substâncias alteram a recaptação de neurotransmissores.
  • Doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer e a de Parkinson, envolvem perda ou disfunção de terminais sinápticos, e a perda de sinapses acompanha o declínio cognitivo.
  • Alterações em proteínas do terminal estão ligadas a doenças raras da transmissão neuromuscular e a quadros do desenvolvimento neurológico, estudados em genética.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Fibra musgosa do hipocampoParte de Terminal pré-sináptico

Nesta região

Sinapse elétricaSistema nervoso
Membrana sinápticaSistema nervoso

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.