Giro do cíngulo
O giro do cíngulo é uma dobra do córtex na face medial do hemisfério cerebral, acima do corpo caloso. Faz parte do lobo límbico e participa da emoção, da atenção e da percepção da dor.

Onde fica
O giro do cíngulo (do latim cingulum, cinto) é uma faixa de córtex que contorna o corpo caloso na face medial do hemisfério, entre o sulco do cíngulo, acima, e o sulco do corpo caloso, abaixo. Estende-se do nível do rostro do corpo caloso, à frente, até o esplênio, atrás, onde se estreita no istmo e se continua com o giro para-hipocampal.
É dividido em partes anterior, média e posterior, com características microscópicas e conexões distintas. Sob o córtex corre o feixe do cíngulo, um conjunto de fibras longas que liga o giro às áreas frontais, parietais e ao hipocampo.
Para que serve
A parte anterior do cíngulo tem relação com a emoção, a motivação, a atenção e o monitoramento de erros e de conflitos entre respostas, e com a dimensão afetiva da dor, isto é, o incômodo associado a ela. Liga-se ao córtex pré-frontal, ao corpo amigdaloide e ao hipotálamo e ajuda a regular o sistema nervoso autônomo.
A parte posterior participa da memória e da orientação espacial, e é uma das áreas mais ativas do cérebro em repouso, como parte da chamada rede de modo padrão. Pelo feixe do cíngulo, integra regiões que sustentam a atenção e o planejamento, o que o faz um ponto de articulação entre emoção e cognição.
Na prática clínica
- Alterações da atividade ou do volume do cíngulo anterior são descritas em estudos de transtornos de humor, obsessivo-compulsivo e de ansiedade, e a região foi alvo de procedimentos neurocirúrgicos em casos graves e refratários.
- O cíngulo posterior reduz o metabolismo precocemente na doença de Alzheimer, o que aparece em exames de medicina nuclear como o PET.
- Lesões do cíngulo, por acidente vascular ou tumor, podem causar apatia e redução da iniciativa, quadro avaliado no exame neurológico.
Estruturas relacionadas
Nesta região

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.