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Doctor System Atlas

Densidade pós-sináptica

A densidade pós-sináptica é uma camada espessa e densa de proteínas sob a membrana pós-sináptica das sinapses excitatórias. Organiza os receptores de glutamato e as moléculas de sinalização que respondem ao neurotransmissor.

Ilustração desta estrutura em preparação.

Onde fica

A densidade pós-sináptica está no lado interno da membrana pós-sináptica, em geral na cabeça de uma espinha dendrítica, em frente à zona ativa do terminal pré-sináptico. Ao microscópio eletrônico aparece como uma faixa escura, de algumas dezenas de nanômetros de espessura e algumas centenas de largura, e é a marca das sinapses excitatórias do tipo assimétrico, as sinapses do tipo I.

É um complexo formado por centenas de proteínas. Entre as principais estão proteínas de andaime, como a PSD-95, Shank e Homer, que prendem os receptores de glutamato dos tipos NMDA e AMPA, e enzimas, como a quinase dependente de cálcio e calmodulina. Seu tamanho e sua composição variam de sinapse para sinapse e ao longo do tempo.

Para que serve

A densidade pós-sináptica mantém os receptores agrupados diante do ponto de liberação e liga-os às vias de sinalização internas e ao citoesqueleto da espinha. Quando entra cálcio pelo receptor NMDA, as enzimas da densidade são ativadas e podem inserir mais receptores AMPA na membrana ou retirá-los, o que fortalece ou enfraquece a sinapse.

Esse remodelamento é a base molecular da plasticidade sináptica, como a potenciação de longa duração, associada ao aprendizado e à memória. O tamanho da densidade costuma acompanhar o tamanho da espinha e a força da sinapse.

Na prática clínica

  • Variantes em genes de proteínas da densidade pós-sináptica, como a Shank3, são associadas a transtornos do espectro autista e a outras condições do neurodesenvolvimento.
  • Em modelos da doença de Alzheimer, alterações da composição da densidade e perda de espinhas se relacionam à redução da memória, e o tema é objeto de pesquisa.
  • Anticorpos contra receptores NMDA causam uma encefalite autoimune, em que se altera a organização dos receptores na sinapse.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.