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Glândula pineal

A glândula pineal é uma pequena glândula endócrina situada no centro do encéfalo, com formato que lembra uma pinha. Produz a melatonina, hormônio ligado ao ritmo entre claro e escuro.

  • Inglês: Pineal Gland
  • Também chamado de: epífise, corpo pineal
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Glândula pineal (Pineal Gland)
Glândula pineal. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

A glândula pineal fica na linha média do encéfalo, na parte posterior do diencéfalo, em uma região chamada epitálamo. Projeta-se para trás a partir do teto do terceiro ventrículo e se apoia sobre o mesencéfalo, logo abaixo da extremidade posterior do corpo caloso. É muito pequena, com apenas alguns milímetros de largura.

Diferentemente de grande parte do tecido nervoso, seus capilares são permeáveis, o que facilita a passagem do hormônio para o sangue. Com a idade, é comum que depósitos de cálcio se acumulem em seu interior.

Para que serve

A pineal produz melatonina a partir da serotonina, quase só durante a noite. A luz que chega à retina informa o relógio central do hipotálamo, o núcleo supraquiasmático, e este controla a pineal por uma via que passa pela parte simpática do sistema nervoso, no pescoço. A luz reduz a produção; o escuro a aumenta.

O nível de melatonina no sangue funciona, assim, como um sinal interno da hora do dia e da época do ano, e participa da sincronização do sono, da vigília e de outros ritmos de 24 horas com o ambiente. Em muitos animais, o hormônio também regula ciclos sazonais de reprodução; em humanos, esse papel é menos claro.

Na prática clínica

  • As calcificações da pineal aparecem com frequência na tomografia e na radiografia do crânio de adultos e costumam ser achados sem relação com doença; como a glândula fica na linha média, serviram de referência para notar desvios.
  • Tumores da região pineal, como os germinomas e os pineocitomas, podem comprimir o aqueduto cerebral, causando hidrocefalia, e o teto do mesencéfalo, com dificuldade de olhar para cima.
  • Mudanças rápidas de fuso horário e o trabalho em turnos alteram o ciclo entre claro e escuro, e a melatonina é um dos marcadores estudados nessas alterações do ritmo de sono e vigília.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.