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Doctor System Atlas

Segmento interno do fotorreceptor

O segmento interno é a parte do bastonete ou do cone que contém as organelas e produz a energia e as proteínas do fotorreceptor. Fica entre o segmento externo, sensível à luz, e o corpo celular com o núcleo.

Ilustração desta estrutura em preparação.

Onde fica

O segmento interno é a porção intermediária do fotorreceptor e está logo abaixo do segmento externo, ao qual se liga pelo cílio conector. Fica na camada dos fotorreceptores da retina, entre a membrana limitante externa, formada por junções das células de Müller com os fotorreceptores, e o epitélio pigmentar.

Tem duas partes. A externa, chamada elipsoide, é cheia de mitocôndrias muito próximas umas das outras, o que lhe dá aspecto compacto e brilhante em exames de imagem. A interna, o mioide, concentra o retículo endoplasmático e o complexo de Golgi. No cone, o segmento interno é mais largo e mais afilado em direção ao segmento externo; no bastonete, é mais fino e cilíndrico.

Para que serve

O segmento interno sustenta o alto gasto de energia do fotorreceptor. As mitocôndrias fornecem o ATP necessário para as bombas que mantêm o gradiente de íons através da membrana e para a renovação constante dos discos do segmento externo.

O retículo endoplasmático e o complexo de Golgi fabricam a rodopsina, as opsinas dos cones e outras proteínas e lipídios, que são encaminhados ao segmento externo pelo cílio conector. Do segmento interno também sai a continuação da célula, com o corpo celular, que fica na camada nuclear externa, e o terminal sináptico, que libera glutamato sobre as células bipolares e horizontais.

Na prática clínica

  • Na tomografia de coerência óptica, a banda elipsoide, que corresponde ao segmento interno, é usada como indicador da integridade dos fotorreceptores, e sua interrupção é descrita em várias doenças da retina e da mácula.
  • Alterações dessa banda são observadas em doenças como a degeneração macular, a retinite pigmentosa e alguns traumas ou doenças inflamatórias, e se associam à redução da visão nas áreas afetadas.
  • Doenças mitocondriais podem comprometer a retina por esse alto consumo de energia, e a avaliação é feita por oftalmologistas.

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Nesta região

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.