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Cone da retina

O cone é um fotorreceptor da retina responsável pela visão em ambiente claro, pela percepção das cores e pela acuidade visual. Concentra-se na fóvea, no centro da mácula, e existe em três tipos conforme o pigmento.

  • Inglês: Retinal Cone Photoreceptor Cells
  • Também chamado de: célula cone, fotorreceptor cone
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Cone da retina (Retinal Cone Photoreceptor Cells)
Cone da retina. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os cones ficam na camada de fotorreceptores da retina, junto com os bastonetes. Sua densidade é máxima na fóvea, uma pequena depressão no centro da mácula, onde quase só há cones e as camadas internas da retina se afastam para deixar a luz chegar sem obstáculo. Fora da fóvea, o número de cones cai depressa e os bastonetes passam a predominar.

A forma é de um segmento externo afilado, com dobras de membrana que contêm o pigmento visual, ligado a um segmento interno. Na fóvea, os cones são finos e muito juntos, e cada um se liga a poucas células bipolares, o que preserva a resolução espacial. São da ordem de cinco a seis milhões em cada retina.

Para que serve

Há três tipos de cones, cada um com um pigmento mais sensível a uma faixa do espectro, em geral descritos como sensíveis a comprimentos de onda curtos, médios e longos, o que se aproxima de azul, verde e vermelho. A comparação das respostas dos três tipos permite ao cérebro perceber as cores.

Os cones respondem a níveis de luz mais altos e se adaptam com rapidez à mudança de brilho, o que permite ver com boa definição durante o dia, ler, reconhecer rostos e acompanhar movimentos. Em baixa luminosidade deixam de funcionar bem, e a visão passa a depender dos bastonetes.

Na prática clínica

  • As discromatopsias, como o daltonismo, resultam sobretudo de ausência ou alteração de pigmentos dos cones; os tipos mais comuns são hereditários, ligados ao cromossomo X, e por isso são mais frequentes em homens.
  • Doenças dos cones, como as distrofias, causam perda da visão central, do contraste e das cores, com incômodo à luz forte.
  • O exame de visão de cores, com placas, e o eletrorretinograma, que mede a resposta elétrica da retina, são recursos de avaliação.

Estruturas relacionadas

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