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Bastonete da retina

O bastonete é um fotorreceptor da retina extremamente sensível à luz, que permite enxergar em ambientes escuros. Contém um único tipo de pigmento, a rodopsina, e não distingue cores.

  • Inglês: Retinal Rod Photoreceptor Cells
  • Também chamado de: célula bastonete, fotorreceptor bastonete
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Bastonete da retina (Retinal Rod Photoreceptor Cells)
Bastonete da retina. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os bastonetes formam a maioria dos fotorreceptores da retina, na ordem de cem milhões por olho. Ficam na camada externa da retina, e predominam fora da mácula, com densidade máxima em um anel a certa distância da fóvea; na fóvea propriamente dita, praticamente não existem. Por isso o centro do campo visual vê mal em penumbra.

Têm forma alongada e cilíndrica, com um segmento externo longo, repleto de pilhas de discos membranosos que carregam a rodopsina, e um segmento interno com mitocôndrias. A cada dia, os discos mais antigos, na ponta do segmento externo, são descartados e fagocitados pelo epitélio pigmentar, enquanto novos discos se formam na base.

Para que serve

A rodopsina absorve a luz com grande eficiência, de modo que um único fóton pode produzir resposta. Isso torna o bastonete responsável pela visão escotópica, a visão noturna e de luz fraca, que é em tons de cinza e de menor nitidez, porque muitos bastonetes convergem para a mesma célula bipolar, o que soma sinais fracos às custas da definição.

Em luz intensa, os bastonetes saturam e deixam de contribuir. Ao passar de um ambiente claro para o escuro, a adaptação ao escuro é gradual: avança ao longo de vários minutos, enquanto o pigmento é regenerado, e só se completa após cerca de meia hora ou mais. Os bastonetes também são importantes na percepção de movimentos na periferia do campo visual.

Na prática clínica

  • A cegueira noturna, ou nictalopia, é um sintoma de doenças dos bastonetes, como a retinose pigmentar, e da falta de vitamina A, necessária à renovação da rodopsina.
  • Na retinose pigmentar, a degeneração começa nos bastonetes e causa perda do campo visual periférico, a chamada visão em túnel, antes de comprometer os cones.
  • O eletrorretinograma e o campo visual ajudam a identificar o comprometimento dos bastonetes.

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