Gânglio nodoso
O gânglio nodoso, ou inferior do vago, é um agrupamento de neurônios sensitivos do nervo vago logo abaixo do forame jugular. Reúne os corpos celulares das fibras que trazem a sensibilidade das vísceras.
Onde fica
Fica no pescoço, logo abaixo da base do crânio, imediatamente depois da saída do nervo vago pelo forame jugular, na região em que o nervo corre próximo ao nervo glossofaríngeo, ao acessório e ao hipoglosso e dentro da bainha carotídea. Tem aspecto alongado e é mais volumoso do que o gânglio superior do vago, situado dentro do forame.
Seus neurônios são pseudounipolares: uma única prolongação sai do corpo celular e se divide, uma parte para a periferia e outra para o tronco encefálico, onde as fibras terminam no núcleo do trato solitário.
Para que serve
O gânglio nodoso concentra os corpos celulares das fibras aferentes viscerais do vago, que trazem informações de órgãos do tórax e do abdome: distensão do estômago e do intestino, estado de pulmões e vias aéreas, pressão arterial detectada em barorreceptores e composição química do sangue.
Essas informações chegam ao núcleo do trato solitário e alimentam reflexos como o da tosse, da regulação da pressão e da frequência cardíaca, e sensações como saciedade e náusea. Como no gânglio geniculado, não há sinapse no local, só passagem de sinais.
Na prática clínica
- Sua posição junto ao forame jugular explica por que lesões da base do crânio, como tumores ou fraturas, podem afetar vários nervos cranianos ao mesmo tempo.
- Infecções por vírus que permanecem latentes em gânglios sensitivos, como o herpes-zóster, podem afetar gânglios cranianos, entre eles os do vago, de maneira rara.
- A estimulação elétrica do nervo vago, usada em alguns tratamentos de epilepsia, ativa fibras cujos corpos celulares estão nesse gânglio.
Estruturas relacionadas
Nesta região



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