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Célula precursora de oligodendrócito

As células precursoras de oligodendrócitos são células da neuróglia do sistema nervoso central que permanecem imaturas ao longo da vida e podem originar oligodendrócitos, as células que formam a mielina no encéfalo e na medula espinal.

  • Inglês: Oligodendrocyte Precursor Cells
  • Também chamado de: célula NG2
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Célula precursora de oligodendrócito (Oligodendrocyte Precursor Cells)
Célula precursora de oligodendrócito. Rótulos em inglês. Imagem: Guo, S.; Yu, X.; Zhang, H., CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Distribuem-se por todo o sistema nervoso central, tanto na substância branca quanto na substância cinzenta, com os corpos celulares espalhados entre neurônios e outras células da glia. Costumam ter um corpo pequeno e prolongamentos ramificados em várias direções, que se estendem pelo tecido vizinho. Caracterizam-se por apresentar na superfície o proteoglicano NG2, motivo pelo qual também são chamadas de células NG2. Representam uma parcela pequena, mas constante, das células do encéfalo adulto, e algumas delas mantêm contatos próximos com axônios e com sinapses.

Na literatura científica são tratadas por vezes como uma população própria da glia, distinta dos astrócitos, da micróglia e dos oligodendrócitos maduros.

Para que serve

Sua função mais bem estabelecida é servir de reserva para a produção de novos oligodendrócitos. Durante o desenvolvimento, essa produção sustenta a mielinização dos axônios; no adulto, continua em ritmo menor e participa do ajuste da mielina conforme a atividade dos circuitos neurais. Quando a mielina é lesada, essas células podem se multiplicar e migrar para a área afetada, onde dão origem a oligodendrócitos capazes de formar nova bainha. Também recebem sinais sinápticos de neurônios, o que sugere que percebam a atividade neuronal e respondam a ela. Outras funções ainda são objeto de estudo.

Na prática clínica

  • Em doenças que lesam a mielina, como a esclerose múltipla, a capacidade dessas células de gerar novos oligodendrócitos é estudada para explicar por que a remielinização é, em certos casos, incompleta.
  • Após traumatismos do encéfalo ou da medula espinal, elas se acumulam ao redor da lesão, e seu comportamento é investigado em pesquisas sobre reparo do tecido nervoso.
  • O marcador NG2 é usado em estudos de laboratório para identificar essa população, sem aplicação direta na rotina de exames.

Estruturas relacionadas

Nesta região

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.