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Doctor System Atlas

Sinapse elétrica

A sinapse elétrica é a comunicação direta entre dois neurônios por canais que passam a corrente de uma célula para a outra, sem neurotransmissor. É rápida, em geral bidirecional e favorece a atividade sincronizada.

Ilustração desta estrutura em preparação.

Onde fica

As sinapses elétricas são formadas por junções comunicantes, pontos em que as membranas de duas células ficam separadas por uma fenda de apenas poucos nanômetros, muito mais estreita que a das sinapses químicas. Cada junção contém dezenas a milhares de canais, formados por duas metades, os conexons, uma em cada célula, compostas por proteínas chamadas conexinas.

No sistema nervoso dos mamíferos ocorrem entre dendritos, corpos celulares e, mais raramente, axônios, em regiões como o núcleo olivar inferior, o córtex cerebral, o tálamo, o hipotálamo, a retina e o bulbo olfatório. A conexina 36 é a principal nos neurônios. São mais comuns entre interneurônios inibitórios do que entre neurônios excitatórios, e abundantes no encéfalo em desenvolvimento.

Para que serve

A corrente iônica passa diretamente do citoplasma de uma célula ao da outra pelos poros das junções. Por isso a transmissão tem quase nenhum atraso e não depende da liberação de vesículas, e pode seguir nas duas direções, embora algumas junções favoreçam um sentido. Elas também transmitem sinais pequenos, sem o limiar de disparo, o que as torna capazes de somar atividade de neurônios vizinhos.

O principal efeito é sincronizar o disparo de grupos de células, como no ritmo gerado por neurônios da oliva inferior ou na atividade em conjunto de interneurônios do córtex. Em circuitos da retina, ajudam a transferir sinais de bastonetes para cones e a somar informação sob pouca luz. O grau de acoplamento pode ser modulado por neurotransmissores, pelo pH e pelo cálcio.

Na prática clínica

  • Mutações em genes de conexinas causam doenças em outros tecidos, como algumas neuropatias periféricas hereditárias, por afetar junções das células de Schwann, e certas formas de surdez.
  • A sincronização de neurônios por junções comunicantes é estudada em crises epilépticas e em outras doenças em que a atividade do conjunto é anormal.
  • O acoplamento elétrico em circuitos da retina e do tronco encefálico é pesquisado, mas a aplicação em diagnóstico ou em tratamento ainda é limitada.

Estruturas relacionadas

Nesta região

Junção neuroefetoraSistema nervoso
Membrana sinápticaSistema nervoso
Vesícula sinápticaSistema nervoso

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.