Célula piramidal
A célula piramidal é o neurônio excitatório mais comum do córtex cerebral e do hipocampo, reconhecido pelo corpo triangular, por um dendrito apical longo e por um axônio que deixa o córtex. Libera glutamato.

Onde fica
As células piramidais ficam sobretudo nas camadas III e V do córtex cerebral e nas regiões do hipocampo. O corpo, em forma de pirâmide, tem o ápice voltado para a superfície do córtex, de onde sai um dendrito apical longo, que sobe em direção às camadas superficiais. Da base partem vários dendritos basais, que se espalham de modo horizontal, e o axônio, que desce para a substância branca. Na camada V do córtex motor primário, há células piramidais particularmente grandes, as células de Betz. Os dendritos têm espinhas em grande número e contatos de múltiplas origens.
Para que serve
As células piramidais são as principais células de projeção do córtex: seus axônios conectam áreas do mesmo hemisfério, atravessam o corpo caloso para o hemisfério oposto ou descem a estruturas subcorticais, ao tronco encefálico e à medula espinal. Usam glutamato, neurotransmissor excitatório, e são reguladas por interneurônios inibitórios. A grande árvore dendrítica integra sinais de áreas diferentes, o que sustenta processos como percepção, planejamento do movimento, linguagem e memória. No hipocampo, a plasticidade das sinapses das células piramidais é considerada um dos fundamentos da formação de novas memórias.
Na prática clínica
- A hiperexcitabilidade de redes de células piramidais é um dos mecanismos implicados nas crises epilépticas, e o eletroencefalograma registra sobretudo a atividade sincronizada dessas células.
- A perda de células piramidais no hipocampo e no córtex associa-se à doença de Alzheimer, e no hipocampo elas são sensíveis à falta de oxigênio.
- A degeneração das grandes células piramidais motoras é uma das alterações descritas na esclerose lateral amiotrófica.
Estruturas relacionadas
Partes e subdivisões

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