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Substância gelatinosa

A substância gelatinosa é a faixa de substância cinzenta da lâmina II no corno posterior da medula espinal. Recebe aferentes finas de dor e temperatura e contém interneurônios que modulam esses sinais antes de seguirem ao encéfalo.

  • Inglês: Substantia Gelatinosa
  • Também chamado de: substância gelatinosa de Rolando, lâmina II de Rexed
  • Sistema nervoso
Ilustração anatômica: Substância gelatinosa (Substantia Gelatinosa)
Substância gelatinosa. Rótulos em inglês. Imagem: Polarlys, traced from the German version and translated by Interiot, CC BY 2.5, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Localiza-se na parte dorsal do corno posterior da medula espinal, em todos os segmentos, e também no núcleo espinal do nervo trigêmeo, onde é contínua com a lâmina II. Em cortes não corados, tem aspecto translúcido e gelatinoso, porque contém poucas fibras mielínicas. Está logo abaixo da zona marginal, a lâmina I, e acima do núcleo próprio, a lâmina III. É formada principalmente por pequenos interneurônios, excitatórios e inibitórios, com dendritos e axônios que permanecem na região, e recebe terminações de fibras aferentes de pequeno calibre, do tipo C e A-delta.

Para que serve

Funciona como estação de modulação das informações nociceptivas e térmicas. Os interneurônios da lâmina II integram a entrada das fibras finas e a influência de vias que descem do tronco encefálico, e transmitem o resultado para neurônios de projeção das lâminas I e V, que seguem ao tálamo. Interneurônios inibitórios liberam GABA ou glicina e reduzem a transmissão. Esse arranjo fundamenta a teoria do portão da dor, segundo a qual a atividade de fibras táteis calibrosas e de vias descendentes pode diminuir a transmissão de sinais dolorosos. Também recebe aferentes de coceira e de toque suave.

Na prática clínica

  • Receptores de opioides e outros mediadores são abundantes na lâmina II, e por isso ela é alvo de medicamentos aplicados em torno da medula espinal em anestesia e tratamento da dor.
  • Alterações da inibição nessa região são estudadas em dores crônicas, como a dor neuropática, nas quais estímulos leves passam a ser percebidos como dolorosos.
  • O vírus da varicela-zóster, quando reativado, afeta o gânglio espinhal e as vias sensitivas, e esses circuitos do corno posterior são envolvidos na dor do herpes-zóster.

Estruturas relacionadas

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.