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Doctor System Atlas

Fibra musgosa do hipocampo

As fibras musgosas do hipocampo são os axônios das células granulares do giro denteado que fazem sinapse com as células piramidais da região CA3. Terminam em botões muito grandes, que dão ao conjunto um aspecto de musgo.

Ilustração desta estrutura em preparação.

Onde fica

As fibras musgosas saem das células granulares do giro denteado, atravessam o hilo e percorrem a região CA3 em um feixe fino, chamado trato das fibras musgosas, que corre acima da camada das células piramidais, numa zona que tem o nome de estrato lúcido. Não se confundem com as fibras musgosas do cerebelo, que são outro tipo de axônio.

Por ficarem entre as células granulares e as piramidais, formam a segunda etapa do circuito hipocampal clássico, depois da via perfurante vinda do córtex entorrinal. Seus terminais são botões grandes, ricos em vesículas, que cobrem espinhas dendríticas de aspecto ramificado, as excrescências espinhosas, das células piramidais de CA3. Uma célula granular emite poucos desses botões, mas cada um tem grande efeito.

Para que serve

A transmissão das fibras musgosas é conhecida por sua força e por sua grande capacidade de facilitação: quando a célula granular dispara em salvas, a resposta da célula de CA3 aumenta de forma marcante. Por isso foram chamadas de sinapses detonadoras, capazes de levar a célula piramidal a disparar com poucas descargas.

O circuito é associado à separação de padrões, processo que transforma entradas parecidas em representações mais distintas e ajuda a evitar confusão entre lembranças semelhantes, e à codificação de novas memórias. Os terminais liberam glutamato e, em quantidades variáveis, outras substâncias, como zinco e peptídeos, que modulam a sinapse.

Na prática clínica

  • Na epilepsia do lobo temporal com esclerose do hipocampo, há perda de neurônios do hilo e os axônios das células granulares brotam e formam novas conexões, o chamado brotamento das fibras musgosas.
  • O giro denteado e a região CA3 estão entre as áreas atingidas em alguns quadros de comprometimento da memória, e o circuito é estudado em doenças neurodegenerativas.
  • A região é identificada em exames de ressonância magnética de alta resolução, mas as fibras individuais só se veem ao microscópio.

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Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.