Córtex olfatório
O córtex olfatório reúne as áreas do cérebro que recebem a informação do olfato diretamente do bulbo olfatório. Inclui o córtex piriforme, o tubérculo olfatório e regiões da amígdala e do córtex entorrinal.
Onde fica
As áreas olfatórias ficam na face inferior do lobo frontal e na parte anterior do lobo temporal medial, em torno do trato olfatório lateral. Entre elas estão o núcleo olfatório anterior, o córtex piriforme, o tubérculo olfatório, partes da amígdala e o córtex entorrinal.
Os axônios das células mitrais do bulbo olfatório formam o trato olfatório e se projetam a esse território sem passar pelo tálamo, um traço que diferencia o olfato dos demais sentidos. Depois, a informação segue ao tálamo e ao córtex orbitofrontal.
Para que serve
O córtex olfatório identifica e distingue os odores. Seu padrão de ativação a cada cheiro depende da combinação de receptores estimulados no nariz, que o bulbo reorganiza antes de enviá-lo ao córtex.
Por se conectar à amígdala e ao hipocampo, o olfato se liga de modo estreito à memória e à emoção, e um cheiro pode evocar lembranças com facilidade. O córtex orbitofrontal combina o odor com outras sensações, como o sabor, para formar a percepção de um alimento.
Na prática clínica
- A perda do olfato, a anosmia, pode vir de causas nasais, de infecções virais, de traumatismo craniano ou de alterações neurológicas.
- Alterações do olfato aparecem cedo em algumas doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, o que é objeto de pesquisa.
- Crises epilépticas com origem na região temporal medial podem começar com sensação de odor sem causa externa.
Estruturas relacionadas
Partes e subdivisões
Nesta região
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