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Doctor System Atlas

Nociceptor

Nociceptores são terminações nervosas livres que respondem a estímulos que lesam ou podem lesar os tecidos, como calor ou frio extremos, pressão forte e substâncias químicas irritantes. Iniciam a sensação de dor e reflexos de proteção.

Ilustração anatômica: Nociceptor (Nociceptors)
Nociceptor. Rótulos em inglês. Imagem: Bruce Blaus, CC BY 3.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os nociceptores estão distribuídos pela pele, pelos músculos, pelas articulações, pelos ossos e pelas vísceras, em geral como terminações livres e ramificadas, sem estrutura especial. A córnea e a polpa dentária têm densidade especialmente alta, e o cérebro em si não tem nociceptores no tecido nervoso, embora as meninges e os vasos tenham.

São prolongamentos de neurônios sensitivos cujos corpos ficam nos gânglios das raízes posteriores e no gânglio trigeminal. Dois tipos de fibras os conduzem: as finas mielinizadas, que conduzem mais rapidamente, e as amielínicas, mais lentas, e as de cada tipo chegam ao corno posterior da medula espinal.

Para que serve

Os nociceptores têm um limiar alto e só disparam diante de estímulos intensos, mecânicos, térmicos ou químicos. Algumas terminações respondem a mais de um tipo de estímulo. Moléculas liberadas na lesão e na inflamação, como prostaglandinas e bradicinina, reduzem o limiar e sensibilizam essas terminações, o que explica a dor aumentada em tecidos inflamados.

O sinal passa pela medula espinal, sobe por vias como o trato espinotalâmico e chega ao tálamo e a regiões corticais e límbicas. As fibras finas mielinizadas mediam a dor rápida, aguda e bem localizada, e as amielínicas a dor lenta, difusa e em queimação. A percepção também é modulada por circuitos descendentes do encéfalo.

Na prática clínica

  • Analgésicos e anestésicos agem em diferentes pontos dessa via: alguns reduzem a sensibilização dos nociceptores, outros bloqueiam a condução nervosa ou a transmissão na medula espinal.
  • Na dor neuropática, a lesão do sistema nervoso gera dor sem estímulo nocivo adequado, em condições como a neuralgia do trigêmeo e a neuropatia diabética.
  • Em casos raros, há insensibilidade congênita à dor, por variações genéticas em canais iônicos dos nociceptores, com lesões repetidas que passam despercebidas.

Estruturas relacionadas

Nesta região

QuimiorreceptorSistema nervoso
MecanorreceptorSistema nervoso
FotorreceptorSistema nervoso
TermorreceptorSistema nervoso

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.