Célula bipolar da retina
A célula bipolar da retina é o neurônio que liga os fotorreceptores às células ganglionares. Tem um prolongamento voltado para a camada externa, que recebe sinais de cones ou bastonetes, e outro para a camada interna.

Onde fica
Os corpos das células bipolares ocupam a camada nuclear interna da retina, na região intermediária da espessura do tecido. O prolongamento externo, com ramificações dendríticas, faz sinapse com os cones e os bastonetes na camada plexiforme externa, e o prolongamento interno, de tipo axonal, termina na camada plexiforme interna, em contato com células ganglionares e amácrinas. Reconhecem-se vários tipos: as bipolares de bastonete, que recebem apenas dos bastonetes, e diversos tipos de bipolares de cone, que se dividem em categorias ON e OFF conforme a resposta à luz.
Para que serve
Transmitem o sinal visual da camada fotorreceptora à camada ganglionar. Os tipos ON e OFF respondem de maneiras opostas ao glutamato liberado pelos fotorreceptores: as ON são ativadas quando a luz aumenta e as OFF quando ela diminui. Esse arranjo cria canais paralelos que detectam, respectivamente, aumentos e reduções de claridade. As bipolares também participam da organização do campo receptivo em centro e periferia, em conjunto com as células horizontais, e transmitem o sinal por liberação graduada de transmissor, sem disparar potenciais de ação típicos.
Na prática clínica
- Alterações dos canais de sinalização das células bipolares ON estão na base de formas genéticas de cegueira noturna estacionária, que afetam a visão com pouca luz.
- Em doenças degenerativas dos fotorreceptores, as células bipolares costumam permanecer por mais tempo, o que as torna alvo de pesquisas sobre restauração da visão.
- A espessura da camada nuclear interna pode ser avaliada por tomografia de coerência óptica, sem identificação individual das células.
Estruturas relacionadas
Nesta região

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.