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Nervos cranianos

Os nervos cranianos são doze pares de nervos que saem diretamente do encéfalo, em vez da medula espinal. Cuidam de olfato, visão, movimentos dos olhos, sensibilidade e movimentos da face, audição, equilíbrio, fala e deglutição.

Ilustração anatômica: Nervos cranianos (Cranial Nerves)
Nervos cranianos. Rótulos em inglês. Imagem: OpenStax College, Anatomy & Physiology, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. Todos os créditos

Onde fica

Os doze pares são numerados em algarismos romanos, de I a XII, na ordem em que saem do encéfalo, de frente para trás. Os dois primeiros, o olfatório e o óptico, ligam-se ao cérebro; os demais nascem no tronco encefálico: oculomotor e troclear no mesencéfalo; trigêmeo, abducente, facial e vestibulococlear na ponte e na junção com o bulbo; glossofaríngeo, vago, acessório e hipoglosso no bulbo. O acessório também recebe fibras da parte alta da medula cervical.

Cada nervo deixa o crânio por orifícios da sua base, como o forame jugular, a fissura orbital superior e o canal do hipoglosso, e a maioria se dirige à cabeça e ao pescoço; o vago é o que chega mais longe, ao tórax e ao abdome.

Para que serve

Reunidos, os nervos cranianos têm funções sensitivas, motoras e autonômicas. Três são puramente sensoriais: o olfatório (olfato), o óptico (visão) e o vestibulococlear (audição e equilíbrio). Três comandam os músculos que movem os olhos: oculomotor, troclear e abducente. O trigêmeo leva a sensibilidade da face e comanda os músculos da mastigação; o facial, os músculos da expressão e o paladar; o glossofaríngeo, o vago, o acessório e o hipoglosso participam de deglutição, voz, movimentos do pescoço e da língua. Quatro deles, o III, o VII, o IX e o X, também levam fibras parassimpáticas para glândulas, músculo liso e vísceras.

Na prática clínica

  • O exame dos nervos cranianos faz parte de toda avaliação neurológica: inclui olfato, visão, pupilas, movimentos dos olhos, sensibilidade e força da face, audição, elevação do palato, movimento dos ombros e da língua.
  • Uma alteração isolada pode indicar acometimento de um só nervo, enquanto o comprometimento de vários nervos próximos sugere doença da base do crânio ou do tronco encefálico, o que ajuda a localizar a lesão.
  • Aneurismas, tumores, traumatismos, infecções, inflamações e alterações vasculares estão entre as causas de paralisias cranianas, e a ressonância magnética e a tomografia são os exames de imagem mais usados.

Estruturas relacionadas

Partes e subdivisões

Nervo glossofaríngeoParte de Nervos cranianos
Nervo oculomotorParte de Nervos cranianos
Nervo abducenteParte de Nervos cranianos
Nervo acessórioParte de Nervos cranianos
Nervo hipoglossoParte de Nervos cranianos
Nervo olfatórioParte de Nervos cranianos
Nervo ópticoParte de Nervos cranianos
Nervo troclearParte de Nervos cranianos
Nervo vestibulococlearParte de Nervos cranianos

Nesta região

Nervos espinhaisSistema nervoso

Conteúdo educativo; não substitui avaliação profissional.