Rede de modo padrão
A rede de modo padrão é um conjunto de regiões do cérebro que funcionam em conjunto e tendem a ficar mais ativas em repouso, quando a atenção não está voltada ao ambiente. Foi definida pela neuroimagem funcional.

Onde fica
Não é uma estrutura anatômica única, e sim uma rede formada por áreas distantes entre si, em ambos os hemisférios. Seus principais nós são o córtex pré-frontal medial, o córtex cingulado posterior com o pré-cúneo, o córtex parietal inferior (giro angular) e partes do lobo temporal medial, incluindo o hipocampo.
Essas regiões são ligadas por fascículos de substância branca, entre eles o cíngulo, e por conexões funcionais detectadas pela correlação de sua atividade ao longo do tempo na ressonância magnética funcional.
Para que serve
A rede se ativa quando a pessoa está em repouso acordada e se desativa quando uma tarefa exige atenção externa. Associa-se a processos internos, como lembrar do passado, imaginar o futuro, pensar nas outras pessoas e em si mesmo e deixar a mente vagar.
A alternância entre essa rede e as redes voltadas a tarefas parece fazer parte do funcionamento normal. O conhecimento vem sobretudo de imagens de grupos de pessoas, e a interpretação de cada achado é debatida: trata-se de um modelo de pesquisa, e não de um órgão com limites precisos.
Na prática clínica
- Alterações da conectividade da rede foram descritas em estudos de doença de Alzheimer, depressão, esquizofrenia e autismo, sem uso diagnóstico individual.
- Na doença de Alzheimer, os nós da rede, como o pré-cúneo, estão entre as regiões com depósito precoce de proteínas e redução do metabolismo em estudos de imagem.
- A ressonância funcional em repouso é uma ferramenta de pesquisa e, em poucos casos, de planejamento neurocirúrgico.
Estruturas relacionadas
Nesta região





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