Eminência ganglionar
A eminência ganglionar é uma estrutura transitória do telencéfalo embrionário, que forma saliências no assoalho dos ventrículos laterais. Dela migram muitos interneurônios que povoam o córtex cerebral e originam parte dos núcleos da base.

Onde fica
Existe apenas durante o desenvolvimento, em uma região da zona proliferativa do telencéfalo, junto aos ventrículos laterais. Divide-se em partes medial, caudal e lateral, que se tornam visíveis como elevações no assoalho do ventrículo ao longo da gestação. Com o amadurecimento do cérebro, esses territórios deixam de existir como saliência e se integram às estruturas definitivas.
A parte lateral contribui para o corpo estriado, formado pelo núcleo caudado e pelo putame, e a medial participa do globo pálido e de regiões vizinhas.
Para que serve
A função principal da eminência ganglionar é gerar neurônios. Células nascidas ali, em grande parte inibitórias e que liberam GABA, migram tangencialmente por longas distâncias e se estabelecem no córtex como interneurônios, que regulam a atividade das células piramidais. Outras células ficam na própria região e formam parte dos núcleos da base.
O equilíbrio entre excitação e inibição no córtex depende, portanto, de um processo de migração iniciado em uma estrutura que desaparece por volta do nascimento. A descrição vem de estudos em animais e de tecidos humanos fetais.
Na prática clínica
- Falhas na migração de neurônios inibitórios foram associadas, em pesquisas, a alguns tipos de epilepsia e a transtornos do neurodesenvolvimento, sem relação causal definida em cada pessoa.
- As malformações do desenvolvimento cortical, vistas em exames de imagem, envolvem diversos mecanismos de migração neuronal, dos quais este é apenas um.
- Em prematuros, a matriz germinativa dessa região, rica em vasos frágeis, é o local habitual de origem da hemorragia junto aos ventrículos.
Estruturas relacionadas
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